É claro que eu me preocupo contigo, sim.
eu gosto de ti, sim
sou teu fã, sim
e não gosto
nem um pouco
de te ver assim, pra baixo.
É claro que não moro ai do lado
pareço estar longe
mas eu vivo perto de ti
só tu não viu isso
ainda
Todos os dias
me pegunto: "Como tu tá?"
"O que tu fez de bom?"
e fico feliz em ler notícias suas
em te "ver"...
Posso parecer chato,
mas me preocupo sim
por isso eu digo sempre:
"Olhe mais pros lados
pra frente"
"Ande de cabeça erguida."
"SORRIA!!"
" CANTE!"
O mundo é cinza, sim
mas este teu sorriso lindo
tua alegria, teu amor,
colorem até mesmo a noite mais escura...
E Ipanema é aqui ao lado, na real...
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Quem sou eu
- Daniel Mello Moreira, muito prazer
- Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brazil
- Meu blog, minhas palavras, meus pensamentos, minhas ideias, devaneios e verdades. Corrosivo, áspero e chato... mas de boa...
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quinta-feira, 29 de março de 2012
quarta-feira, 7 de março de 2012
Ressaca
O cara estava olhando o teto.
Dez horas da manhã.
O rádio relógio ligou, com seu alarme de som anasalado e constante.
Acordou e pulou da cama, reclamando do ventilador que estava desligado
e do sol que entrava pela veneziana quebrada.
Ressaca. Forte.
Ele amaldiçoou o inventor da cerveja, mas agradeceu por estar em casa.
Como de costume, procurou o maço de cigarros e seu isqueiro. Achou o cinzeiro cheio de bagas,
nada de cigarros.
Sua parcimônia já conhece a rotina, não há estresse, apenas normalidade
na mão que abre a gaveta, que pega o pacote de Xiru, puxa uma folha
e deixa no travesseiro
enquanto a outra mão está desmanchando as bagas
Sim, a merda bateu à sua porta
Ou não.
Ao olhar para o chão, vê as notas de R$ 100,00 espalhadas, amassadas...uma centena?
Muito mais!
E, após uma reflexão demorada, entre flashbacks e devaneios, ele recorda do bar, da cerveja, o flerte com a mulher casada, a aceitação do marido, um apartamento, a mulher nua, o sexo com ela. O marido, subitamente, vestido de mulher, ao seu lado...um soco, gritos...a arma, tiros, choro compulsivo...
Um sorriso seco, sem emoção, sem medo ou culpa, trazendo apenas uma confirmação, mostrando sua falta de noção e discernimento:
"Minha noite garantiu meu mês!"
Dez horas da manhã.
O rádio relógio ligou, com seu alarme de som anasalado e constante.
Acordou e pulou da cama, reclamando do ventilador que estava desligado
e do sol que entrava pela veneziana quebrada.
Ressaca. Forte.
Ele amaldiçoou o inventor da cerveja, mas agradeceu por estar em casa.
Como de costume, procurou o maço de cigarros e seu isqueiro. Achou o cinzeiro cheio de bagas,
nada de cigarros.
Sua parcimônia já conhece a rotina, não há estresse, apenas normalidade
na mão que abre a gaveta, que pega o pacote de Xiru, puxa uma folha
e deixa no travesseiro
enquanto a outra mão está desmanchando as bagas
Sim, a merda bateu à sua porta
Ou não.
Ao olhar para o chão, vê as notas de R$ 100,00 espalhadas, amassadas...uma centena?
Muito mais!
E, após uma reflexão demorada, entre flashbacks e devaneios, ele recorda do bar, da cerveja, o flerte com a mulher casada, a aceitação do marido, um apartamento, a mulher nua, o sexo com ela. O marido, subitamente, vestido de mulher, ao seu lado...um soco, gritos...a arma, tiros, choro compulsivo...
Um sorriso seco, sem emoção, sem medo ou culpa, trazendo apenas uma confirmação, mostrando sua falta de noção e discernimento:
"Minha noite garantiu meu mês!"
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